terça-feira, 16 de agosto de 2011

Alfabetização e Inclusão - Processos de avaliação inclusiva


Alfabetização e Inclusão: da teoria à prática com foco na
 Deficiência Intelectual

De 15 a 17/08/11
Professoras formadoras: Lenise Sampaio e Izabel Lamenha

Reflexões de Daniela Rosa da Silva

Processos de avaliação inclusiva

Para que se possa pensar num processo de avaliação de cunho verdadeiramente inclusivo, é preciso ter considerar os ganhos do aluno e não aquilo que ele não aprendeu.

Dessa forma, toda avaliação precisa ter:
            Clareza – (não criar dualidades nas respostas)
            Objetividade

AVALIAÇÃO
Revendo conceitos e posições
JUÍZO DE VALOR
JUÍZO DE QUALIDADE

Aferição de resultados
Formativa e processual
Julgamento do aluno
Objetiva analisar as habilidades que os educandos desenvolveram, os conhecimentos que puderam construir e as necessidades que eles apresentam para aprender, efetivamente.
Atribuição de valores que, supostamente, medem o que ele aprendeu ou não, e que o promovem ou que o reprovam.
Serve para dar um feedback ao aluno
Realizada ao final de cada bimestre
Realizada a cada final de aula
Desvinculada da realidade cotidiana em sala de aula
Dá continuidade à ação pedagógica
É apenas somativa
Serve para alimentar/retroalimentar o planejamento pedagógico
Tem fim em si mesma
Perspectiva qualitativa
Perspectiva unicamente quantitativa

Medida de valor do conhecimento

Avaliação
Permite ao avaliador:
·         Refletir em torno das necessidades educacionais apresentadas pelos seus alunos (social, aprendizagem, de conteúdo emocional, comportamental, expressividade, receptividade, participação da família, etc).
Bem como considerar outros elementos referentes à escola, tais como:
·         A prática pedagógica (métodos, técnicas e didática)
·         A família (participação/não-participação)
                        Por que avaliar???
                  Para que avaliar??
Qual a finalidade?
A tomada de decisão direciona para:
·         Conhecimento da realidade;
·         Aprendizagem;
·         Participação dos educandos;
·         Controle das variáveis externas;
·         Direcionar melhor o caminho a seguir (mudança de rota, de foco).




Tradicional x Processual
Como fazer?
1.       Através de práticas contínuas de observações (é preciso conhecer e registrar os avanços dos alunos);
2.     Registro: uso permanente do caderno de anotações do professor e análise do que foi coletado em todos os espaços de aprendizagem da escola, e não penas na sala de aula;
3.     Adotar uma postura de professor pesquisador;
4.     Aprender a olhar a realidade, captá-la para além das atividades escritas realizadas dentro da sala de aula.
O permanente avaliador e suas tarefas
·       Reorientar o processo de ensino e de aprendizagem (refazer o feito junto com os alunos – pode ser individual ou coletivamente);
·       Garantir formação continuada (estudo) a toda a equipe pedagógica – ninguém pode avaliar sem propriedade;
·       Encaminhar os educandos para atendimentos especializados (buscar parcerias), se necessário, em benefício de sua aprendizagem e participação; O professor precisa ter sensibilidade para perceber as dificuldades dos alunos e encaminhá-los à profissionais competentes, se necessário.
·        Prover recursos necessários à melhoria da qualidade da ação pedagógica;
·        Criar as condições necessárias à inclusão, a partir de mudanças de atitude frente às diferenças, pois a valorização da diversidade está na base de todos os movimentos pela inclusão.
·        Reivindicar as condições materiais para o seu trabalho;
Para que avaliar?
            O objetivo da avaliação é a transformação e a emancipação dos educandos. Avalia-se para empoderar, para enriquecer, para emancipar.
Para que avaliar?
            Porque auxilia e orienta os educadores na tomada de decisões que contribuem para o aprimoramento de respostas adequadas às necessidades de meus alunos.



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